Goiânia, fevereiro de 2026- A Ypê consolidou um modelo pioneiro de tratamento de efluentes no complexo fabril de Anápolis, em Goiás, que acaba de completar 14 anos em operação. A iniciativa é baseada em um sistema de jardins filtrantes, que aplica biotecnologia ao tratamento de efluente e reuso nas utilidades. Somada à captação de chuva pelos telhados da fábrica, a iniciativa permite o reaproveitamento do recurso em diferentes usos, como na irrigação das áreas verdes da unidade, localizada em uma região abastecida de mananciais de menor porte.

Os jardins filtrantes são uma tecnologia de biorremediação composta por plantas nativas capazes de remover poluentes presentes na água. Todo o tratamento ocorre de forma natural, sem a adição de substâncias químicas ou insumos artificiais. A tecnologia é projetada para potencializar a capacidade natural de interação entre os agentes envolvidos na despoluição da água.

“Desde a década de 1970, a Ypê investe em soluções para uso mais eficiente da água dentro das fábricas. O projeto de Anápolis, em operação desde 2021, é parte dessa trajetória, com a aplicação pioneira de biotecnologia no setor de limpeza e no estado de Goiás, que nos permite tratar e reutilizar esse recurso. É mais um passo da companhia dentro de uma estratégia de longo prazo para tornar a indústria cada dia mais eficiente e sustentável”, explicou Eduardo Beira, Diretor Executivo de Operações na Ypê.

Com mais de 50 mil m², o complexo fabril de Anápolis, junto à unidade de Goiânia, ajuda a abastecer 11 estados, como Amazonas, Pará, Maranhão e Ceará, além do Distrito Federal, com lava-louças, amaciantes e água sanitária. Dentro dessa operação em escala industrial, o sistema de reuso permitiu, só em 2025, tratar e reaproveitar 6 milhões de litros de água, o equivalente a quase 3 piscinas olímpicas, um volume que reduz a captação da unidade, comprova a viabilidade do modelo e abre caminho para sua ampliação.

Em um cenário de maior pressão sobre os recursos hídricos, especialmente em regiões abastecidas por mananciais de menor porte, o caso de Anápolis mostra que é possível integrar engenharia, produção e sustentabilidade dentro de uma operação industrial real. Mais do que um projeto pontual, o modelo adotado pela Ypê funciona como uma prova de conceito em escala produtiva e aponta um caminho para que a indústria avance na forma como trata, usa e reaproveita a água nos seus processos.

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